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Ranking de competitividade digital: Brasil fica estagnado, mas GovTechs contribuem para alguns avanços

03/10/2019

Embora tenha retrocedido em alguns índices, país avançou em áreas como Concentração científica e Preparação para o futuro. E iniciativas de inovação no setor público ajudou nessa melhora.

Recentemente, foi publicada a edição 2019 do Ranking de Competitividade Digital da escola de negócios suíça IMD. Trata-se de um dos mais importantes termômetros do setor, e, no geral, as notícias não são boas: na lista de 63 países, o Brasil ocupa a 57ª posição. A mesma registrada no ano passado. Os primeiros lugares são ocupados por Estados Unidos, Singapura, Suécia e Dinamarca. 

De acordo com matéria da Exame, a avaliação da competitividade digital econômica dos países é realizada a partir de três fatores: “Conhecimento”, que significa a capacidade do país de entender e aprender novas tecnologias; “Tecnologia”, que é a competência para desenvolver inovações digitais; e “Preparação para o Futuro”. 

A notícia é preocupante, mas há campos em que o país avançou. Do ano passado para este, o Brasil melhorou em “Conhecimento” e “Preparação para o Futuro”, ficando estagnado em “Tecnologia”. 

 

Três posições acima

Quando se trata de conhecimento, o país subiu três posições, do 62º para o 59º lugar. O índice engloba a oferta do país de profissionais qualificados e a qualidade na sua formação. Mas a performance brasileira já foi melhor: o país chegou a ficar na 54ª posição neste item em 2016.

A boa notícia é que, no item “Concentração científica”, o Brasil subiu dez posições do ano passado para este. O índice corresponde ao primeiro estágio da cadeia de inovação e revela a capacidade do país de gerar conhecimentos que possam resultar em novas tecnologias e, eventualmente, inovação. Com um gasto de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento, o Brasil está entre os 30 países que mais investem no setor.

No entanto, como sempre defendemos aqui no BrazilLAB, este investimento pode ser mais expressivo. “Se compararmos com países que estão querendo ser mais inovadores, como Estados Unidos e China, temos que melhorar muito esse porcentual”, afirma à Exame Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral, parceira do IMD no desenvolvimento dessa pesquisa.

Outro destaque brasileiro na “Concentração Científica” é o desempenho do país no item que mede a produção de publicações provenientes da pesquisa e do desenvolvimento. O Brasil ficou na 8ª posição geral, significando que a geração de conhecimento por aqui é significativa.

“Esse conhecimento poderia ser transformado em tecnologia e inovação, mas há um gargalo. O país consegue fazer publicações interessantes, mas não consegue transformar isso em patentes”, conta Arruda. O país está na 46ª posição geral no item “geração de patentes”.

Outro ponto em que o país precisa avançar é a qualificação de mão de obra interna e da legislação digital. De acordo com o professor José Caballero, economista sênior do ranking global de Competitividade Digital do IMD, “as empresas estão com dificuldades de encontrar trabalhadores qualificados (…) e a digitalização encontra problemas para avançar com a legislação local e com um setor privado pouco encorajado”, diz ele à Exame. Caballero destaca ainda que o Brasil é penúltimo lugar do ranking no item “Talentos”, que corresponde à mão de obra qualificada. 

 

Rumo ao futuro

No quesito “Preparação para o Futuro”, o Brasil pulou quatro posições, de 47º para o 43º. O destaque positivo foi para o subitem “E-Participação”, que mede o nível de digitalização no relacionamento do governo com a população em geral, onde houve salto da 32ª posição para a 12ª. 

Um avanço importante, com o qual iniciativas de GovTech contribuíram. Como exemplos, temos o programa digital do Imposto de Renda e serviços digitais do Detran ou de tribunais regionais. “O Brasil se destacou nisso e deve avançar ainda mais”, diz Arruda. “Vemos planos de simplificação administrativos sendo lançados, burocracias sendo reduzidas em muitas frentes”, afirma.

 

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