Logo BrazilLAB Logo BrazilLAB
Profissionais Digitais Alpha EdTech Instituto Alpha Lumen BrazilLAB Fundação Brava

Alpha EdTech: Escola de programação vai pagar para aluno estudar e garantir emprego

02/11/2020

Startup de impacto social Alpha EdTech tem foco em jovens em situação de vulnerabilidade, para ajudar a reduzir déficit de profissionais em tecnologia; inscrições abrem na sexta, 6

O lançamento da Alpha EdTech, escola de programação que irá remunerar o aluno para estudar, ganhou destaque na edição desta segunda-feira (02/11) do Estadão. Criada pelo Instituto Alpha Lumen, com o apoio da Fundação Brava, da Fundação Behring e de André Street, cofundador da fintech Stone, a Alpha EdTech ainda garantirá emprego ao estudante ao final dos três semestres de curso.

As inscrições para o processo seletivo da turma piloto começam na próxima sexta-feira (06/11), quando ocorrerá o lançamento oficial da escola no evento "Profissionais Digitais: desafios e caminhos para a transformação tecnológica no Brasil", organizado pelo BrazilLAB, em parceria com o Instituto Alpha Lumen e a Fundação Brava. Inscreva-se aqui.

Além de capacitar e promover a inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho, a startup social nasce com a proposta de ajudar a reduzir o déficit de mais de 300 mil profissionais digitais no Brasil estimado para 2024. Confira abaixo a matéria na íntegra.


ASSISTA AO WEBINAR AQUI

 

Escola de programação vai pagar para aluno estudar e garantir emprego

Por Juliana Pio, O Estado de S.Paulo

Nascido e criado em São José dos Campos (SP), Roger Pina, de 20 anos, é um dos poucos entre os seus amigos de infância que conseguiu ingressar em uma graduação. Filho de um professor de educação física e uma empregada doméstica, atualmente ele mora na capital paulista, onde cursa o 6º semestre de engenharia de computação no Insper. Mas, até poucos anos, ele nem imaginava que essa viria a ser a sua realidade.

Inspirado em histórias de jovens como Roger, o Instituto Alpha Lumen, com o apoio da Fundação Brava, da Fundação Behring e de André Street, cofundador da fintech Stone, criou uma nova escola de programação no Brasil que irá remunerar o aluno para estudar. Com metodologia própria, a Alpha EdTech, como foi batizada, ainda garantirá emprego ao estudante ao final dos três semestres de curso.

As inscrições para o processo seletivo da turma piloto começam na próxima sexta-feira, 6, quando ocorrerá o lançamento oficial da escola em evento pela internet. Serão 48 vagas disponíveis para todo o País. Para participar é necessário apenas ter concluído o ensino médio e não há limite de idade. As aulas serão online e começarão em janeiro.

“De onde venho, muitos conhecidos precisaram largar a escola ou nem iniciaram a graduação para poder trabalhar. Os poucos que hoje vejo em universidades são os que conseguiram aproveitar oportunidades”, conta Roger, que viu sua vida mudar após cursar o ensino médio no Projeto Escola do Alpha Lumen, onde teve o primeiro contato com programação.

“Passei no processo seletivo e, com o apoio do instituto, fui apadrinhado pelo André Street, da Stone, que investiu nos meus estudos”, conta. Roger foi aprovado no vestibular do Insper como bolsista, o que permitiu sua mudança para a capital paulista. Hoje, também faz parte do corpo técnico da Alpha EdTech, ajudando a formular as aulas e a ementa do programa.

Além de capacitar e promover a inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho, a startup social nasce com a proposta de ajudar a reduzir o déficit de mais de 300 mil profissionais digitais no Brasil estimado para 2024. É o que informa o estudo desenvolvido pelo Centre for Public Impact (CPI) em parceria com a Fundação Brava e o BrazilLAB, obtido com exclusividade pelo Estadão.

Não por acaso, houve um boom de escolas de programação no Brasil nos últimos anos. Entre as mais conhecidas estão a École 42, cujo ensino é gratuito, a Trybe e a Kenzie Academy, que são baseadas no modelo americano de financiamento estudantil ISA (Income Share Agreement), no qual o pagamento do curso ocorre após o aluno estar empregado.

Porém, ainda de acordo com o estudo, intitulado ‘Como o Brasil pode ampliar o ecossistema de profissionais digitais?’, os custos financeiros das formações e capacitações são vistos como os maiores obstáculos para as pessoas prepararem sua carreira.

“Quem está em situação de vulnerabilidade precisa de soluções rápidas que tragam transformação e oportunidade. Antes de tudo, necessitam sobreviver e por isso não têm condição de ficar de quatro a cinco anos na faculdade”, ressalta Nuricel Villalonga, CEO e fundadora do Alpha Lumen, instituto que atua na geração de impacto social, por meio de projetos voltados à educação e ao apoio a talentos.

“O modelo que desenvolvemos permite que ele se dedique integralmente aos estudos, o que vai agilizar o processo de formação”, completa Nuricel.

 

Ajuda de custo e primeiro emprego

Quem ingressar na Alpha EdTech receberá, desde o primeiro semestre, um auxílio mensal no valor de R$ 1 mil. De acordo com Letícia Piccolotto, presidente da Fundação Brava, foi necessário um investimento inicial no valor de R$ 500 mil, viabilizados pelos fundadores, para a estruturação da escola, que é uma organização sem fins lucrativos.

“No estudo, mapeamos mais de 30 experiências internacionais em 14 países e a Alpha EdTech foi uma das soluções encontradas, de curto prazo, que pode ser priorizada rapidamente com investimento considerado baixo. Isso porque, além de formar profissionais, a escola promove uma interação entre os setores público e privado e a academia, para a articulação de uma agenda nacional, algo que já acontece mundo afora”, afirma Letícia, que também é CEO e fundadora do BrazilLAB, o primeiro hub de inovação GovTech do Brasil.

Para Roger, a iniciativa abre oportunidades para aqueles que querem crescer e não têm condições. “Foi o que aconteceu comigo. Fico feliz de também poder fazer pelos outros”, diz ele, que sonha em comprar uma casa para a família e trabalhar em grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e Google.

Sonhos estes que, na opinião do ‘padrinho’, André Street, têm tudo para serem alcançados. “O Roger é um garoto fantástico, bem formado emocionalmente e academicamente, um exemplo.”

Para que a formação do aluno esteja de acordo com as habilidades requisitadas no mercado, a metodologia da Alpha EdTech será feita por trilhas, que abrangem desde as áreas de desenvolvimento técnico em programação até soft skills ou competências comportamentais. A grade ainda conta com projetos práticos em empresas parceiras e horários de estudo livre.

“Vamos selecionar pessoas que têm potencial ou grande determinação e fazer um trabalho socioemocional, ampliando o mindset (mentalidade), as soft skills e prestando assistência social para que ele vá em pé de igualdade com qualquer outro profissional no mercado. É uma gama de suportes que é pouco comum nas demais escolas de programação”, destaca Nuricel.

Para a trilha de soft skills, os conteúdos serão divididos em blocos de desenvolvimento pessoal e carreira. O primeiro tratará de temas como projeto de vida, inteligência emocional, ferramentas para a produtividade, inovação, empreendedorismo e novas competências. Depois, o foco recai sobre as demandas do mercado e processos seletivos.

Essas habilidades, para além da técnica, já são prioridades na escolha de candidatos por parte dos recrutadores em empresas de tecnologia, como a Stone - fintech de serviços financeiros e de pagamentos.

“É muito importante associar o processo de aprendizado à vida empresarial. Queremos conhecer os anseios das pessoas. O que mais nos interessa é a vontade de se desenvolver”, afirma André Street, cofundador da Stone.

Segundo ele, a área de tecnologia vai empregar a grande maioria dos jovens nas próximas décadas. “O investimento agora é exatamente direcionar a formação para as habilidades das profissões do futuro. Tornar a área de tecnologia mais acessível vai facilitar às empresas e aos governos conseguirem esses profissionais”.

Confira o artigo na íntegra no site do Estadão.

Veja Também:

Inovação no Setor Público Aceleradas do BrazilLAB dominam categoria de GovTechs do Ranking TOP 100 Open Startups

Aceleradas do BrazilLAB dominam categoria de GovTechs do Ranking TOP 100 Open Startups

Das 10 Startups premiadas na categoria GovTech, 7 são da Rede do BrazilLAB; No Ranking das 100 Startups, 8 já passaram pela nossa Aceleração

Inovação no Setor Público BrazilLAB participa de Semana Internacional de Inovação da ENAP com vitrine de startups GovTech

BrazilLAB participa de Semana Internacional de Inovação da ENAP com vitrine de startups GovTech

Maior evento de inovação da América Latina é liderado pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e deverá reunir mais de 150 palestrantes nacionais e internacionais

Inovação no Setor Público BrazilLAB, Fundação Brava e CPI lançam estudo sobre ecossistema de Profissionais Digitais

BrazilLAB, Fundação Brava e CPI lançam estudo sobre ecossistema de Profissionais Digitais

Relatório apresenta desafios e oportunidades de melhoria na formação de profissionais responsáveis por conduzir a transformação digital