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O que vem por aí? As propostas de candidatos à presidência que se apresentaram no GovTech Brasil

29/08/2018

No encerramento da convenção, cinco presidenciáveis subiram ao palco para compartilhar suas visões sobre inovação no setor público. Confira aqui um resumo de cada um

“Construir uma agenda digital para o Brasil”: esse foi o principal objetivo da primeira edição da convenção GovTech Brasil 2018 realizada em São Paulo, no início do mês de agosto. Nos dois dias de evento, empreendedores, especialistas e autoridades das mais diversas áreas reuniram-se para debater os maiores desafios da inovação no setor público.

Na conclusão do 2º dia -- e da convenção --, a pauta foi o futuro imediato de GovTech no Brasil. Candidatos à presidência do país foram convidados a compartilhar, com Luciano Huck e a platéia, suas visões a respeito da tecnologia e da inovação no setor público. Participaram cinco entre eles: João Amoêdo (Novo), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

 Assista ao vídeo do painel dos candidatos à presidência:

 

Transferência de poder e identificação digital

Primeiro a debater, João Amoêdo (Novo) refletiu sobre como o uso da tecnologia no setor público vai implicar uma “transferência de poder” de políticos para a sociedade. “Queremos usar a tecnologia para devolver o controle para as pessoas. A plataforma tem que ser de prestação de serviço e, com a inovação, isso vai implicar tirar poder do governo”. Amoêdo também defendeu o uso de tecnologias como blockchain para reduzir a burocracia, “principalmente a dos cartórios”.

Segundo a subir ao palco, Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que todos os temas de seu programa de governo têm uma perspectiva digital. “Temos uma equipe focada no digital, ajudando a pensar a unificação de documentos e a facilitar a participação e a consulta popular” por meio da tecnologia. Tanto ele quanto João Amoêdo concordaram que é preciso investir na identificação digital para todos os brasileiros. O candidato do PSOL falou também da universalização do acesso à internet e do uso da tecnologia para aumentar a participação popular no governo.

 

Tecnologia para desburocratizar

O discurso de Henrique Meirelles (MDB) foi pelo mesmo caminho: tecnologia para simplificar e desburocratizar a vida dos cidadãos. “Como ministro (da Economia), fiz projetos importantes, como a digitalização de todas as operações da receita federal,” lembrou ele. “Temos o problema da complexidade burocrática. A quantidade de horas gastas em pagamento é gigante – precisamos trazer facilidade, rapidez, transparência. Depois estender à toda a sociedade,” afirmou o candidato do MDB.

Meirelles lembrou, também, que atualmente o governo federal tem 48 apps que o cidadão tem que ter para se relacionar. E destacou que é preciso integrá-los: “Precisamos de algo unificado, centralizado, único. Para isso precisa de um geek como presidente,” concluiu, afirmando ser o “Meirelles Geek”.

Já Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que sua principal proposta para a área é de que “o Brasil volte a crescer simplificando, desburocratizando, destravando a economia. De acordo com ele, “Não tem como fazer sem agenda digital. Essa não é uma questão de ministério. O Brasil tem 17 mil km de fronteira seca. Sem tecnologia é impossível monitorar isso. Então, precisa ser implementado na segurança, na saúde, na educação, visando redução de custos e de ser uma vacina contra desvios. Vai ajudar a melhorar a prestação de serviços, a avaliação, a eficiência”, disse o candidato do PSDB.

 

Proteção ambiental e transparência

Encerrando os debates e o evento, Marina Silva (Rede) afirmou que a tecnologia deve ser usada para “termos um estado aberto e transparente, para que as pessoas sintam que é mais acessível do que só disponibilizar informações e dados”. Falando sobre diversas áreas, ela enfatizou a importância da inovação em ações de combate a crimes ambientais, na detecção de desmatamento e na proteção da biodiversidade.

A presidenciável da Rede também falou da importância da inovação para a transparência das ações de governo -- sobretudo em questões ambientais. “A tecnologia deve, por exemplo, disponibilizar dados sobre o desmatamento da Amazônia para universidades e ONGs, mesmo que isso possa gerar constrangimento ao governo”. “É a tecnologia à serviço da proteção do meio ambiente, da ética na política, do cidadão”, afirmou.

E concluiu: “A Amazônia não espera, as mudanças climáticas não esperam. Vai depender da urgência de cada caso, dos melhores custos, serviços, produtos, materiais em benefício da sociedade.”

Encerrou-se, assim, a primeira edição do GovTech: debatendo-se a fundo os desafios do presente e apontando caminhos para o futuro.

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