A tendência que vemos é de populosos grupos que ainda sofrem de estigmas e barreiras para sua inclusão plena na sociedade. De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, o Brasil possui 45 milhões de “Pessoas com Deficiência” [sic]. Ou seja, quase 24% da nossa população. No entanto, esta população não é igualmente representada no mercado de trabalho, uma vez que, até 2014, ocupava apenas 0,77% dos empregos formais no Brasil (Estadão).
A população de idosos é outro grupo excluído. Segundo o IBGE, a estimativa é que, até 2060, tenhamos 19 milhões de pessoas com 80 anos ou mais. Questões de gênero também são um entrave. Apesar das mulheres representarem 52% da população brasileira, de acordo com IBGE, o salário médio das mulheres é 22% inferior ao dos homens. Já o GESTA-Engajamento Escolar, lançado pela Fundação Brava, mostra que, entre os jovens negros cuja mãe é analfabeta, vivendo em situação de extrema pobreza em áreas rurais do Nordeste, apenas 8% deles concluem o ensino médio com menos de um ano de atraso.
Com tudo isso, não é surpresa que o Brasil tem caído em rankings de inclusão social, como o Índice de Inclusão Social da Americas Society/Council of the Americas, que avalia o desempenho de 17 países da região em questões de direitos, acesso, políticas sociais e percepções públicas que impactam na plena inclusão social, econômica e política de todos os indivíduos.
Os caminhos para reverter o cenário
A tecnologia é fundamental para a inclusão social e para que se amplie o acesso aos serviços e espaços básicos, de modo a promover a autonomia. Um caso famoso disso é o de Stephen Hawking, físico e professor da Universidade de Cambridge que convivia com uma doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo, porém sem atingir as funções cerebrais, e utilizava um sintetizador de voz para poder se comunicar com as pessoas.
Aqui no Brasil, soluções desenvolvidas incluem o aplicativo Hand Talk que traduz em tempo real o que é falado e escrito para Libras. Temos, também, um mouse de computador para pessoas portadoras de necessidades especiais, e diversos outros exemplos nacionais e internacionais de aplicativos e plataformas. Já iniciativas como o Cuidador Digital e LinCare oferecem maior autonomia e segurança aos idosos. O próprio Amazon Echo facilita tarefas cotidianas, enquanto assistentes pessoais com reconhecimento de voz tornam o digital mais humano. A Rede Mulheres Empreendedoras, entre suas iniciativas, também conta com uma plataforma que promove negócios de mulheres.
Desafio: Promover a inclusão plena de todos e todas
Buscamos empreendedores que ofereçam soluções inovadoras para inclusão social no Brasil, por meio de respostas às seguintes perguntas:
Como a tecnologia pode promover oportunidades iguais, a fim de combater o preconceito e a exclusão social com base em classe, idade, necessidades especiais, sexo, gênero, raça e outras?
Como a tecnologia pode engajar a sociedade na busca pela inclusão social em todos os aspectos?
#brazillab2018