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Connected Smart Cities: a inovação no setor público também foi destaque no evento

19/09/2019

Especialistas e empreendedores reuniram-se no espaço do BrazilLAB no evento para trocar ideias e aprendizados de GovTech

Nos dias 17 e 18 de setembro, aconteceu em SP o Connected Smart Cities & Mobility 2019. O evento teve como objetivo promover o debate, a troca de informações e a difusão da pauta da inovação entre entidades, governos e empresas, com foco em tornar as cidades brasileiras mais inteligentes e conectadas. 

O BrazilLAB marcou presença com um espaço próprio e uma agenda movimentada. Durante a manhã do dia 18/09, Guilherme Dominguez, Diretor Jurídico do BrazilLAB, apresentou um panorama da inovação no setor público do país; logo a seguir, empreendedores de GovTech reuniram-se em um painel para compartilhar suas experiências com governos e tirar dúvidas da platéia.  

 

Uma ONG e também uma startup

A apresentação de Guilherme tinha como título “Governo 4.0: Como a Transformação Digital e Startups Podem Gerar Impacto no Serviço Público”. O Diretor Jurídico do BrazilLAB começou falando brevemente sobre o propósito da ONG de conectar startups e poder público. “A ideia surgiu em 2016, no ápice da crise política, que deflagrou uma crise de confiança no país. Empresas estavam com ainda mais receio de trabalhar com governos. Pensamos: por que não apostar em empresas nascentes que desenvolvam estratégias inovadoras para dar mais transparência e agilidade a serviços públicos? Quando sentamos para desenhar, era um papel em branco. Somos uma ONG e também uma startup, fomos testando e validando o modelo.”

Hoje, três ciclos de aceleração depois, Guilherme celebra os avanços. Mas lembra que o Brasil ainda enfrenta problemas do século XVIII - e que “a tecnologia não vai solucionar os problemas da noite para o dia, mas vai nos permitir dar saltos”. Ele se refere principalmente à forma como a sociedade vai cobrar governos: “este é o maior gap, e o espaço de oportunidades para startups. Acreditamos que sempre existiu a pauta de inovação em governos. A diferença, hoje, é que a sociedade conectada, conseguindo fazer tudo pelo celular, vai exigir muito mais do poder público”. 

 

Aumento no PIB

Guilherme destacou também um argumento indiscutível a favor da inovação na gestão pública: os números. “De acordo com o E-digital, amplo relatório elaborado pelo Governo Federal, uma boa estratégia de transformação digital pode trazer ao Brasil um aumento de 5,7% do PIB e economizar até 97% dos custos de atendimento e serviços públicos”. 

Os números do mercado também são inquestionáveis. “No mundo, o setor de GovTech vai movimentar 400 bilhões de dólares até 2025. Só os EUA gastam 100 bilhões de dólares com TI. Em 2017, o governo federal BR gastou 5 bilhões de reais em contratação de TI”, afirmou Guilherme. 

A seguir, o Diretor Jurídico do BrazilLAB apresentou o cenário atual da legislação a respeito da contratação de startups por governos. Ele destacou os avanços que serão proporcionados pelo Marco Legal das Startups, bem como pela Lei de Acesso à Informação, a Lei Geral de Proteção a Dados e a MP da Liberdade Econômica. De acordo com ele, “nunca vivemos um momento tão favorável para a contratação de inovação por governos como o atual. Essa é a hora de darmos o salto que mencionei no começo”.

Para saber mais sobre modalidades de contratação, leia este texto do nosso blog.

 

Os caminhos para vender para governos

Após a apresentação de Guilherme Dominguez, aconteceu o painel: “O Setor de GovTechs: quem está pensando em Smart Cities”. Dele, participaram Gustavo Maia, do Colab (aplicativo que conecta cidadãos às prefeituras para a resolução de problemas); Marcos Primo, da AiPlates (plataforma de identificação de placas de veículos que contribui para a redução da criminalidade); e Raquel Cardomone, da Bright Cities (plataforma que mapeia as demandas de uma cidade com o objetivo de torná-la mais inteligente todos os dias). 

Como o maior desafio de startups é descobrir caminhos para vender a governos, os empreendedores compartilharam suas experiências neste campo. Gustavo Maia destacou que não existe uma linha só e que a estratégia deve ser adaptada à realidade da empresa e da demanda a ser atendida. 

No caso do Colab, a opção foi pela inexigibilidade. “Nós sempre tivemos reconhecimento, nacional e internacional. Então, graças a isso, entramos por inexigibilidade. Acreditamos que a nossa solução atenda a uma demanda específica. Começamos a entrar em várias cidades assim”. Mas Gustavo afirma que o caminho não foi fácil. “Demoramos um ano para acertar o modelo ideal, entregar todas as provas necessárias para esta modalidade”. 

 

“Sofremos na pele”

Raquel Cardomone passou por algo parecido. “Fizemos o lançamento da Bright Cities no ano passado, em novembro. Prefeitos adoraram a plataforma, disseram que ‘implantariam amanhã’. E como vender? Tentamos por inexigibilidade, mas naquele momento não fomos aprovados por alguns motivos. Como uma startup consegue provar preço se a solução não foi vendida para outra cidade? Sofremos a burocracia na pele. Levamos quase um ano para o modelo se acertar, afinamos, e agora estamos seguimos com a inexigibilidade”.

Já Marcos Primo ressaltou a importância do Selo GovTech como argumento de venda para governos. “O endosso e a reputação do Selo fazem a diferença no processo de venda. É um respaldo para apresentar a solução aos gestores. Hoje, atuamos em dois modelos: a dispensa e a contrapartida - empresas privadas que adquirem a solução e doando para municípios”, afirmou. 

 

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