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Histórias que inspiram a transformação e a inovação em escala

28/08/2018

Nem só de debates foi feita a primeira edição do evento no Brasil: chefes de estado, empresários e empreendedores compartilharam seus aprendizados ao inovarem no setor público

“Construir uma agenda digital para o Brasil”: esse foi o principal objetivo da primeira edição da convenção GovTech Brasil 2018 realizada no país. Nos dois dias de evento, empreendedores, especialistas e autoridades das mais diversas áreas reuniram-se para debater os maiores desafios da inovação no setor público. Mas não só: uma série de cases também foram apresentados com o intuito de inspirar a transformação e apontar caminhos possíveis.

Do ex-presidente da Estônia (país que é referência mundial em GovTech) ao co-fundador do Waze, grandes histórias de sucesso passaram pelos palcos do GovTech. Aqui, reunimos aquelas que têm maior potencial para inspirar:

Assista ao vídeo:

 

Estônia e Uruguai apontam o caminho

No primeiro dia de evento, autoridades estrangeiras compartilharam as experiências bem-sucedidas de inovação no setor público que implantaram em seus países. Primeiro foi a vez de Toomas Hendrik Ilves, ex-presidente da Estônia, relatar como o seu país saiu de uma posição difícil pós-ocupação soviética e se tornou referência mundial em igualdade e governo digital.

De acordo com ele, a vontade política foi crucial para a evolução. “E essa vontade deve partir do ponto mais alto da hierarquia política, ou não será adotada pelas outras esferas do governo,” contou ele. José Clastornik, da Agência de Governo Eletrônico e Sociedade da Informação e do Uruguai, pensa da mesma forma: “Se a vontade de inovar não for top down, as coisas não mudarão.”

Clastornik apresentou o projeto “Um laptop por criança”, que trouxe importantes resultados no país. Mas que só foi possível graças à vontade política e ao papel dos professores, “que engajaram-se em explorar a ferramenta digital para melhorar o ensino aos alunos,” afirmou o uruguaio.

 

Dan Balter

A transformação de Israel

Ainda no primeiro dia de evento, Dan Balter, fundador da DUCO – Enterprise Systems Design –, contou sobre como Israel se tornou uma verdadeira “nação de startups”. De acordo com ele, planejamento foi essencial para essa transformação: “antes de realizar grandes feitos, foi preciso dar o primeiro passo. E isso foi feito por meio do mapeamento de diversos desafios relacionados a produção, mobilidade, segurança, qualidade de vida e outros tópicos da sociedade”.

A partir desse universo de demandas, foram destacados cinco desafios estratégicos a serem abordados em um primeiro momento. Então, o governo chamou startups e passou a investir em soluções inovadoras para essas demandas. Não é à toa que o BrazilLAB apresentou, em sua campanha, um processo similar para aceleração de startups com soluções voltadas a esfera pública.

 

O Brasil também tem o que mostrar

Depois dessas apresentações, foi a vez de um brasileiro subir ao palco para inspirar: Ronaldo Lemos, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio). Ele apresentou o “Mapa da Informação”: um projeto que, embora no início, promete contribuir muito para o avanço da identidade digital por aqui.

O mapa pretende mostrar os silos, ou repositórios, de informações relacionadas aos documentos pessoais, que são fundamentais no relacionamento do Cidadão com o Estado. Esses silos são obstáculos ao acesso à informação, e a iniciativa pretende expor a questão da burocracia para que possamos nos perguntar como melhorar esse quadro.

Ronaldo Lemos, então, compartilhou um sonho que também é um desafio: fazer com que o Brasil passe a ser vanguarda e crie o mais avançado sistema de identidade digital do mundo. De acordo com ele, isso é possível se considerarmos “os ótimos exemplos que podemos tomar como ponto de partida e a capacidade criativa do brasileiro, aliada à pressão da necessidade.

 

Painel Saúde GovTech

Waze e a paixão pelos problemas

Vale a pena também conhecer o relato do israelense Uri Levine. O co-fundador do Waze subiu ao palco para falar de sua experiência não só à frente do aplicativo de geolocalização, mas como empreendedor serial. Na camiseta que ele vestia, estava estampada a frase que deu a tônica da palestra: “apaixone-se pelo problema, e não pela solução”.

De acordo com ele, a paixão é, de fato, a força motriz de um empreendedor. Pois “só apaixonado o empreendedor conseguirá enfrentar a jornada longa e cheia de falhas que terá pela frente”. Numa fala que conectou-se à de Marcos Lisboa, do Insper, Levine frisou a importância dessas falhas: “o empreendedor vai tentando, tentando, e errando, até encontrar algo que funciona. Mas é preciso tentar algo totalmente novo. É preciso aceitar falhar”.  

E compartilhou a jornada de criação do Waze, que foi muito complexa. “Enfrentamos um período de falta de tração, em que o produto não estava bom o bastante. Fomos falar com motoristas, fizemos consultas durante todo um ano para descobrir o que estava errado. Colocamos foco total nos problemas, e só então conseguimos aprimorar o produto,” concluiu Uri.

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Aceleração BrazilLAB 2018

Saiba mais sobre o nosso Programa de Aceleração! Neste ano, lançamos seis desafios: meio ambiente, gestão de pessoas, saúde, inclusão social, educação empreendedora e segurança pública e cybersecurity. Empresas interessadas em participar do programa devem realizar inscrição pelo site até o dia 8 de outubro.

 


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