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Inovação no setor público: quais desafios esperar em 2019?

20/12/2018

De acordo com o portal Government Technology, 5G, blockchain e micromobilidade serão alguns dos temas em alta no ano que vem

O ano está chegando ao final. Em termos de inovação no setor público, 2018 trouxe importantes avanços, a respeito dos quais você pode ler em nosso canal de notícias. Mas o que esperar de 2019? Quais serão os principais desafios que empreendedores e gestores públicos vão enfrentar para agilizar serviços e melhorar a vida dos cidadãos?

O portal Government Technology preparou uma lista com os temas que deverão estar em destaque no ano que vem. A pesquisa tem, como base, alguns assuntos que estiveram em alta em 2018, e que devem se tornar prioridade em 2019. Veja quais são os principais:

 

5G

Possivelmente o termo mais concorrido em 2018, no campo das telecomunicações, a tecnologia 5G deverá dominar corações e mentes no ano que vem. Nos Estados Unidos, muito esforço tem sido feito para mudar as regras e facilitar a vida das empresas de telecom para instalar dispositivos de 5G.

Essa mudança foi acelerada por uma decisão da Comissão Federal de Comunicações do país (FCC). Em setembro, o órgão abriu caminho para o 5G ao requisitar que cidades acelerem o tempo de processamento de aplicações, além de limitar o que os municípios podem cobrar pela instalação de células em estações novas ou já existente.

Muitas comunidades já estão trabalhando a partir dessa decisão, vendo, nela, um potencial para se estabelecerem como cidades inteligentes e conectadas.

 

Blockchain

Em termos de hype, a tecnologia de blockchain já foi destaque neste ano. Governos em todo o mundo especularam sobre a possibilidade de a inovação trazer benefícios concretos. Afinal, blockchain pode melhorar tudo, das finanças às votações?

Com isto em mente, alguns estados e cidades cidades norte-americanos criaram projetos pilotos que, em 2019, devem servir de inspiração e referência para outros mais. Por exemplo, o Arizona introduziu uma iniciativa que permitiria que os residentes pagassem impostos por meio de criptomoedas.

Já a cidade de Berkeley, na Califórnia, procurou entender o que o blockchain poderia fazer pelos títulos de dívida do município ao anunciar uma parceria com as startups do laboratório de inovação Universidade de Berkeley. Assim, a cidade venderia os títulos para levantar fundos para projetos que estavam fora de seu escopo, mas as transações seriam totalmente digitalizadas, em um registro online. Colocar títulos em blockchain também aceleria os pesados processos governamentais a que essas transações estão sujeitas.

 

Segurança digital

Aqui, o assunto é a FirstNet, “apelido” de First Responder Network Authority, ou Primeira Autoridade da Rede de Socorristas, dos EUA. O órgão foi criado para estabelecer, operar e manter a segurança pública em redes de banda larga. Atualmente, todos os 50 estados americanos fazem parte dela; mas esse processo parece estar só no começo.

Até julho de 2018, a FirstNet registrou que mais de 1.500 delegacias haviam aderido ao sistema, e aquelas que chegaram antes já viram os benefícios. A de Brazos County, no Texas, que foi a primeira do estado a aderir, viu a cobertura de segurança digital de sua extensa jurisdição subir de 60% para 100%.

No entanto, a maioria das 18 mil delegacias do país ainda não aderiu, talvez pela incerteza causada pelo fato de que o sistema não foi totalmente testado. No entanto, esta pauta certamente estará em destaque nas agendas de gestores públicos.

 

Design centrado no usuário

Governos têm a reputação de serem estagnados e de criarem dificuldades para a interação com os cidadãos. Mas já em 2018 observamos o início de uma mudança real nessa dinâmica. O conceito de “design centrado no usuário, ou na pessoa” começou a ganhar território nas esferas públicas.

Isso significa que líderes em GovTech estão começando a refletir sobre como usuários finais, sejam eles funcionários públicos ou cidadãos, de fato usam os serviços -- uma reflexão que tem sido fundamental para o sucesso de empresas como Amazon e Apple. Assim como um usuário pode comprar um livro da empresa de Jeff Bezos com um clique, será que ele poderia renovar a carteira de motorista da mesma forma? Provocações como essa serão cada vez mais frequentes -- e prioritárias.

 

Micromobilidade

Em 2018, cidades começaram a usar soluções de microtrânsito para facilitar a circulação das pessoas por pequenos trajetos. A agência de transporte público de Los Angeles, por exemplo, criou um sistema para oferecer um serviço de porta-a-porta similar ao de empresas como Uber.

Mas os destaques deste campo são -- e devem ser cada vez mais -- os patinetes elétricos as bicicletas compartilhadas. Você já deve tê-los visto em grandes cidades aqui do Brasil. Ainda há vários problemas para serem resolvidos, como roubos, acidentes e vandalismo; mas o assunto promete atrair cada vez mais atenções em torno da mobilidade urbana.

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