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IT Forum X: como o empreendedorismo pode impulsionar a transformação do Brasil

19/10/2018

BrazilLAB marcou presença no IT Forum X

Crédito da foto: IT Fórum 365

[Crédito da foto: IT Fórum 365]

*Publicado originalmente por Guilherme Borini em IT Forum Expo.

 

Nesta última quinta-feira (19/10), o BrazilLAB marcou presença no IT Forum X, evento de tecnologia, inovação e negócios realizado pela IT Mídia. Cristina Gonçalves, Diretora de Inovação e Parcerias do BrazilLAB, participou do painel "Diálogos sobre o Brasil: Tecnologia como pilar estratégico de Crescimento". Ao lado Silvio Genesini, presidente-executivo do Movimento Brasil Digital, Laércio Cosentino, fundador da Totvs, e de Gabriel Senra, CEO da Linte, Cristina Gonçalves abordaram caminhos para ter sucesso com o modelo de empreendedorismo no setor de tecnologia no Brasil.

 

Confira abaixo o artigo publicado por Guilherme Borini no site do IT Fórum 365:

Movimento Brasil Digital, iniciativa liderada pela IT Mídia em parceria com dezenas de grandes empresas instaladas no País, tem como um dos pilares o Empreendedorismo. O foco é conscientizar o poder público – e a sociedade como um todo – sobre a importância de fomentar a criação de novas empresas, sobretudo com base tecnológica, as chamadas startups.

Mas qual o segredo para ter sucesso com o modelo de empreendedorismo no setor de tecnologia no Brasil?

Laércio Cosentino, fundador da Totvs – um dos principais players de ERP no Brasil -, é uma das referências no País quando o tema é empreendedorismo. Para ele, o principal desafio no País é concretizar as diversas oportunidades que temos em negócios.

A dica de Cosentino, para que uma pequena empresa consiga escalar, é pensar global – algo que a Totvs tem investido nos últimos anos, com operações em outros países da América Latina e na Rússia -, além de manter o pensamento de inovação e transformação.

“É importante hoje que qualquer empresa que quer ser grande, pensar global. Não pensar regionalmente”, destacou o executivo, que citou também a estratégia de quatro anos de transformação da companhia.

“Se uma empresa de tecnologia demora quatro anos para se transformar, imagina uma tradicional.”

Já Gabriel Senra, CEO da startup de soluções para o mercado jurídico Linte, é um dos empreendedores de sucesso da nova geração. Ele reforçou o discurso de Cosentino sobre o pensamento global, com foco em escala.

“Vejo o surgimento de startups a todo momento, mas a escala é um desafio. Normalmente gastamos energia nos lugares errados. Para mim esse é o maior gargalo”, disse Senra, sobre o mercado de startups em geral. “Infelizmente não temos a cabeça de pensar global”, afirmou, se referindo ao mercado nacional de empreendedorismo.

 

O que mudou

Quando “confrontados” dois empreendedores de gerações diferentes, é inevitável a comparação: quais as diferenças de cada período – desafios e vantagens.

Cosentino comentou que, na década de 80, quando iniciou seu projeto, a infraestrutura para empreendedorismo, como financiamento, incubadores etc, era praticamente inexistente. No entanto, a concorrência de mercado era muito menor, se comparada com os dias de hoje.

“Hoje em dia há um apoio muito maior com coworking, aceleradoras, fundos etc. Mas a concorrência é muito maior. Quando olha nos dois momentos, a única coisa que temos em comum é alguém que toma risco e aproveita oportunidade. Mas o espírito empreendedor não muda. Mudou o que está ao redor”, disse o líder da Totvs.

Senra foi além: “(o que mudou) não foi só concorrência. Outro fator de mudança é o tipo de habilidade que se exige de um empreendedor, com muito mais velocidade. É preciso se adaptar às mudanças e a pressão por mudanças é muito mais forte.”

 

Educação

Outro pilar essencial do Movimento Brasil Digital é o de Educação, o qual os executivos concordam que é preciso dar prioridade para o salto tecnológico que o País precisa.

O Global Competitiveness Index 4.0, estudo do Fórum Econômico Mundial divulgado mundialmente nesta semana, mostra o Brasil em queda no ranking global de competitividade. Do ano passado para 2018, o País perdeu três colocações, saindo da posição 69ª para a 72ª, atrás de nações em desenvolvimento, como Rússia e Índia, além de vizinhos latino-americanos, como Chile, Colômbia e Peru. No ranking de competitividade da IMD, o cenário é ainda pior: o Brasil é o 57º colocado entre 63 naçoes avaliadas – e ainda perdeu duas posições em relação a 2017.

Silvio Genesini, presidente-executivo do Movimento Brasil Digital, lembrou sobre o recém-publicado relatório de competitividade, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, em que o Brasil ficou classificado em 69º, duas posições atrás do que no ano passado, e atrás de nações em desenvolvimento, como Rússia e Índia, além de vizinhos latino-americanos, como Chile, Colômbia e Peru.

“Mas tem uma excelente notícia, que de certa forma reforça o que o Movimento defende: que é possível fazer essa mudança e colocar digitalização no centro da estratégia do Brasil”, disse Genesini, ressaltando a Educação como pilar fundamental.

Cristina Gonçalves, diretora de inovação da BrazilLAB, comentou que, mais do que revolucionar a Educação com tecnologias, é preciso mudar também a chamada “tecnologia de pensamento”. “Se o curso é à distância ou presencial, pouco importa. O que precisamos mudar é a forma de fazer”, destacou.

Leio o artigo no site ITF 365.

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