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O que é GovTech?

02/05/2018

Depois das FinTechs e das EduTechs, está na hora de conhecer as startups que estão levando a inovação para a gestão pública

O que exatamente é "GovTech"? Para responder a essa pergunta, achamos útil pensar em uma atuação ampla entre o uso de tecnologias relacionadas a soluções para governos e cidadãos. Definimos “GovTech” como a infraestrutura de tecnologia e soluções inovadoras que os departamentos do governo usam para fazer seu trabalho interno ou fornecer serviços aos seus “clientes”, ou seja, os cidadãos.

Ecossistema GovTech e as Startups

Quem acompanha o noticiário do ecossistema empreendedor, sabe que todo dia surgem novas startups. Ou seja, embriões de empresas que aplicam tecnologias disruptivas em novos modelos de negócio para transformar não apenas o mercado, mas a forma como nos relacionamos na sociedade.

Agora, imagine esse poder transformador aplicado na esfera pública, onde há tanto a se fazer para o desenvolvimento coletivo: é justamente com esse pensamento que surgem as GovTechs, parcerias entre o setor público e privado para gerar soluções que melhoram a performance de governos. Assim, direta ou indiretamente, conferem maior qualidade de vida para os cidadãos

O termo GovTech é derivado de outros modelos que são tendência de mercado. Como, por exemplo, FinTech (combinação do setor financeiro com novas tecnologias) e EduTech (soluções disruptivas no setor da educação). Extrai-se daí um conceito básico de que as GovTechs promovem a transformação por meio da união entre tecnologia e demandas governamentais.

Mas o que têm em comum as startups que atuam nessa área? Podemos identificar três pontos que se repetem:

1)   O uso de ferramentas digitais;

2)   Novas tecnologias relacionadas à análise e geração de dados;

3)  Pessoas que já transitaram entre as esferas pública e privada, altamente engajadas em oferecer melhores serviços à população.

 

Gov TechSai o consumidor, entra o cidadão

Uma das máximas de uma startup de sucesso é o poder de escalabilidade da solução desenvolvida. O quanto ela pode ser replicada, gerando crescimento. E é justamente a escalabilidade um dos maiores desafios enfrentados por governantes: como fazer com que uma solução atinja toda a população?

No caso das GovTechs, o cliente é o governo, que consegue alcançar seu objetivo de implementar suas políticas públicas aos cidadãos, os grandes beneficiários. Então, não se pensa mais em atingir o maior número de consumidores, mas melhorar a vida do maior número possível de cidadãos, com a existência de contrapartidas que viabilizem o projeto e atraiam a iniciativa privada.

Um estudo da empresa de consultoria PiceWaterhouseCoopers  sobre o cenário das GovTechs no Reino Unido aponta um crescimento de investimento nesse modelo. O Venture Capital subiu 55% de 2013 a 3015, e em 2017 chegou a 198%. Isso porque as GovTechs acabam trabalhando um filão de contratos menores dos governos que não são interessantes para grandes corporações, mas se encaixam como uma luva nesse modelo moderno e reduzido de empresa.

 

Uma nova onda de economia gera uma nova onda de política pública

Essas iniciativas são frutos da Economia 4.0 e da Era Cognitiva pelas quais estamos passando — um período marcado pela capacidade das máquinas de aprender. Inicialmente, essas máquinas tinham a função primária de calcular. Depois, houve a era da programação, em que os computadores começaram a receber parâmetros para desempenhar tarefas elaboradas. Agora, entramos em um campo vasto, no qual os computadores podem processar uma grande quantidade de dados e literalmente aprender. A inteligência artificial, já utilizada em diversos processos das indústrias, configura-se como uma das tecnologias disruptivas de maior impacto na sociedade.

Computadores inteligentes já conseguem acessar instantaneamente todas as publicações e estudos relacionados à saúde para auxiliar médicos a definir diagnósticos e dar as informações necessárias para a escolha do melhor tratamento. Além da saúde, há muitas aplicações nos setores de logística e segurança.

O curioso é que nem toda tecnologia aplicada é disruptiva em si. O que é novo muitas vezes é a capacidade de popularização de uma ferramenta. A internet wifi, por exemplo, está longe de ser uma novidade. Mas, com um modelo em que o sinal banda larga wifi esteja disponível em locais públicos de graça, teremos um cenário inédito e transformador. Indicadores de performance, ferramentas de automação na geração de documentos online. Todas essas soluções já são utilizadas nas economias desenvolvidas, e é questão de tempo para que esses avanços gerem resultados expressivos na esfera pública.

 

BrazilLAB: Gov e Tech se encontram aqui

Por tudo isso, o BrazilLAB se orgulha de sua vocação para construir a ponte entre o que há de mais moderno em empreendedorismo, tecnologia e escalabilidade de soluções com nossos governantes.

Assim como grandes transformações partem de startups enxutas, que atuam com agilidade e criatividade, um ponto de partida adotado pelo BrazilLAB foi o trabalho municipal. Para promover grandes transformações no país, começamos por ações pontuais com parcerias entre o ecossistema brasileiro de empreendedorismo e prefeituras dispostas a inovar. Assim, os casos de sucesso podem ser levados para outras localidades, serem aprimorados e ampliados.

Gostou desse conteúdo e se interessou pela interação entre empreendedorismo e governo? Entenda mais sobre a atuação do BrazilLAB e acompanhe em nosso site mais artigos e notícias sobre este setor com grande potencial transformador.

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