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O setor público como caminho para empreendedores: um resumo do evento

25/09/2018

Confira os destaques da roda de discussão que reuniu empreendedores, pesquisadores e representantes do poder público torno do tema de GovTech

O evento contou com a participação do empreendedor israelense Erez Yerushalmi, CIO da unidade da fintech Avante em Tel-Aviv

[O evento contou com a participação do empreendedor israelense Erez Yerushalmi, CIO da unidade da fintech Avante em Tel-Aviv]

Por que ter inovação tech no governo? Para responder a essa pergunta e apresentar o setor público como caminho para empreendedores provocarem real impacto na sociedade, o BrazilLAB abriu, em seu calendário, mais um espaço para o debate: a roda de discussão “O setor público como caminho para empreendedores”.

Na conversa realizada dia 24 de setembro no Campus São Paulo, tanto o universo das startups quanto o do poder público foram representados pelos palestrantes Cristina Gonçalves, Diretora de Inovação e Parcerias do BrazilLAB, Erez Yerushalmi, CIO da Avante, Thiago Toscano, Diretor da SP Parcerias, e Lívia Cunha, CEO do CUCO Health. Veja agora os destaques do debate.

 

Aceleração e inspiração

Erez

Cristina Gonçalves abriu o evento apresentando o BrazilLAB, primeiro hub no Brasil que conecta empreendedores e setor público. Ela também mostrou dados sobre o programa de aceleração, que já apoiou 26 startups e que, em sua terceira edição neste ano, irá selecionar 30 empreendedores. Lembrando que as inscrições podem ser realizadas até dia 08/10/2018 -- para maiores informações, acesse http://inscrição.brazillab.org.br .

Na sequência, o empreendedor israelense Erez Yerushalmi, CIO da unidade da fintech Avante em Tel-Aviv, realizou uma apresentação inspiradora sobre a importância da combinação entre tecnologia e propósito. Seja em explorações na Antártica, ou na criação de soluções de pagamento em um deserto da África, Erez mostrou que há um padrão: o impacto causado por líderes que reúnem um pequeno grupo de pessoas e constroem uma plataforma poderosa, capaz de realizar grandes feitos. “A tecnologia é um container para um propósito,” afirmou Erez, que também ressaltou a responsabilidade da sociedade de preparar agora o futuro para as próximas gerações.

 

Os desafios da Prefeitura de SP

Mas a jornada de um empreendedor, mesmo com propósito bem definido e cercado de talentos, é cheia de obstáculos. É preciso mapear o cenário burocrático e traçar um caminho alternativo para inovar na esfera pública. Foi justamente essa a abordagem de Thiago Toscano, Diretor da SP Parcerias, companhia vinculada à Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias do município de São Paulo.

Em primeiro lugar, Toscano apresentou iniciativas da prefeitura que representam inovações com e sem o uso de tecnologia. Então, compartilhou com os convidados grandes desafios e dicas para empreendedores persistirem em suas ideias.  Ao listar as dificuldades desse caminho até a implementação de uma solução, Toscano abordou questões técnicas, como o desafio de elaborar documentação para iniciar processo de compras e licitações quando há algo novo no mercado. A lição para quem quer fazer a diferença é buscar prefeituras menores, criar parcerias com órgãos e empresas  para gerar pilotos e estudos de caso.

 

Do setor privado para o público: CUCO Health mostra o caminho

Lívia Cunha

Alinhada com esse pensamento, a empreendedora Lívia Cunha contou o case do CUCO Health, revelando como foi feita a transposição de uma solução do setor privado para o público. A terceira palestra do evento mostrou um exemplo prático da importância do propósito, levantado por Erez, e a busca por caminhos alternativos para se trabalhar com o governo -- tema abordado por Toscano.

Acelerado pelo BrazilLAB, o CUCO Health funciona como uma enfermeira digital, com lembretes sobre medicamentos e hábitos saudáveis que constituem o tratamento de pacientes, principalmente com doenças crônicas. A iniciativa já estava apresentando ótimos resultados na esfera particular, mas Lívia queria atuar principalmente com a população que depende do sistema da saúde do governo.

Segundo o portal Brasil 2014, 72% das mortes no Brasil são causadas por complicações decorrentes de doenças crônicas. E menos de 50% dos pacientes seguem o tratamento como deveriam. Assim, para que a solução ganhasse escala e mudasse a vida de mais pessoas, Lívia começou foi em busca da esfera pública. De acordo com ela, foi “um caminho de resiliência, que só funciona se você entende muito bem o porquê e para quem você está fazendo o que faz”.

Para fechar o evento, os palestrantes reuniram-se no palco para responder a perguntas da platéia e deram dicas valiosas para viabilizar grandes ideias. “Não espere pelo governo,” alertou Erez, dizendo que quem está à frente das mudanças são os empreendedores. “Não espere o governo abrir as portas. Simplesmente faça, e então o governo seguirá. É assim em Israel, no Vale do Silício e tem que ser assim aqui no Brasil também,” concluiu o israelense.

Assista aos painéis do evento:

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