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Versatilidade e solidariedade contagiosa para superar desafios: os destaques da conversa entre Letícia Piccolotto e Didi Wagner

25/05/2020

Em live realizada no Instagram, a founder do BrazilLAB recebeu a apresentadora do Multishow. Confira os destaques desta inspiradora troca de ideias e experiências.

Recentemente, Letícia Piccolotto e Didi Wagner tiveram a primeira das “Conversas para inspirar”, uma série de lives em que a fundadora e presidente do BrazilLAB receberá convidados para trocar experiências. De acordo com Letícia, a ideia é destacar o empreendedorismo como resposta para os inúmeros desafios de hoje, abordando exemplos de resiliência e de adaptabilidade. 

E de adaptabilidade, Didi Wagner entende muito bem. Ela compartilhou detalhes de uma trajetória bastante versátil, de mais de 20 anos trabalhando com comunicação. “Já na época da faculdade, fiz uma investigação bem dentro de mim para determinar o que mais me movia: era a comunicação, sempre, e ligada à música. Na época, a epítome disso era a MTV, então coloquei na cabeça que trabalharia lá. Isso tudo acabou acontecendo. Fiz um teste de VJ e passei. Durante anos, me envolvi muito com a programação”. 

 

Apresentando programas com “barrigão”

No entanto, depois de algum tempo, Didi percebeu que era fundamental também dar atenção à vida pessoal. E na emissora, ela pode conciliá-la com a carreira profissional: “fiquei duas vezes grávida como apresentadora da MTV, o que não era tão comum. Apresentei vários programas com barrigão!”  

Após sair da MTV, Didi foi contratada pelo Multishow. E está lá desde então, “muito feliz e muito grata”, apresentando o programa de viagens “Lugar incomum”. Mas a música ainda ocupa um importante espaço na carreira da apresentadora: “cubro eventos como Lollapalooza e Rock In Rio, então tenho a oportunidade de continuar trabalhando com comunicação na indústria musical”.

Ao longo da vida profissional, Didi teve que se reinventar para acompanhar as mudanças exigidas não somente pela indústria do entretenimento, mas pelas escolhas pessoais que fez. “O momento mais disruptivo na  minha carreira teve cruzamento com a vida pessoal. Foi quando saí da MTV e fui contratada pelo Multishow com a perspectiva de sair do país e morar em Nova Iorque. Tive que conciliar uma mudança de emprego, depois uma mudança de país, e toda a mudança de rotina que envolvia isso. Foi o momento mais desafiador. Acabou dando certo por conta do apoio que recebi do Multishow”. 

 

Cobranças internas e externas

Os nascimentos das três filhas também trouxeram transformações profundas. “Para mim, a meta é sempre equilibrar trajetória profissional com vida pessoal. Uma boa metáfora, ainda que batida, é a do malabarismo com pratos. A vida é isso, orgânica, nada previsível. Tenho a meu favor o fato de fazer psicanálise há cerca de quinze anos, e isso me ajuda bastante, porque sempre quero acertar, fazer as coisas direito, mas muitas vezes acabo errando. E é indispensável, para mim, fazer essa autoanálise”. 

Diante disso, Letícia mencionou a cobrança interna e externa que mulheres costumam enfrentar. “Estamos sempre nos questionando em relação às nossas escolhas. E não podemos puxar só para o indivíduo; é um desafio de todos, como sociedade. A mulher está no mercado de trabalho: como ela concilia os papéis? Quais são as expectativas da sociedade em relação a isso? É um desafio constante”.

Para Didi, os homens devem entender que também têm que participar da dinâmica doméstica e familiar. “Aqui em casa, temos um acordo tácito. Meu marido participa, ajuda, e assim eu consigo me dedicar também à minha carreira. Porque apresento um programa de viagens; de tempos em tempos, tenho que me ausentar por vinte dias. Eu tenho que poder contar com ele. E isso vale também para as famílias de pais separados. Deve haver uma divisão de papéis, e que os homens colaborem com o bom andamento da família”.

 

Valorização da cultura

A seguir, Didi Wagner refletiu sobre a importância da produção audiovisual e cultural, sobretudo em tempos de confinamento social. “Muitas pessoas da indústria cultural e de entretenimento são freelancers. E achei legal o que tem acontecido pela internet: você está em casa, assistindo a filmes, série e lives? Tudo isso é graças à produção de audiovisual e ao trabalho de artistas. Vejo uma reflexão importante sobre a cadeia produtiva, e sobre como usufruímos isso pro nosso bem-estar, pro nosso prazer, pra nossa diversão. A conclusão é elementar: temos que valorizar a cultura. Toda a manifestação cultural traz pra gente uma possibilidade de reflexão, de alento”.

Ainda sobre a indústria de entretenimento, a apresentadora falou sobre um curso que realizou em Harvard com Anita Elberse, autora de Blockbusters - Como construir produtos vencedores no negócio do entretenimento. Chamado “The business of entertainment, media and sports” (o negócio do entretenimento, da mídia e dos esportes), o curso trouxe lições fundamentais para Didi. “Serviu para que eu visse o quão importante é saber migrar pras mídias digitais. Tive também o entendimento de que preciso, cada vez mais, assumir o controle de minha carreira, ficar menos à mercê das decisões dos grandes players. Aprendi que devo ser mais ativa nas decisões estratégicas do meu trabalho”. E isso já trouxe resultados práticos: no ano passado, Didi assumiu, com a ajuda de uma equipe, a produção executiva do Lugar Incomum que foi gravado no Chile. “Foi um passo muito importante na minha carreira”. 

A conversa chegou aos influenciadores digitais. Para Didi Wagner, veremos cada vez mais a força deles. Ela mencionou, como exemplo, o fato de Felipe Neto ser entrevistado no Roda Viva. “A participação dele foi brilhante. Deu opiniões muito válidas, que geraram reflexões importantes. Hoje, ele é mais influente do que pessoas com uma reputação supostamente maior, um histórico, uma carreira mais extensa.”

Ao final da conversa, a apresentadora falou sobre o que a inspira, tanto no período da quarentena, quanto de forma mais ampla. “Durante o confinamento social, e diante dos números tão assustadores de óbitos e os impactos dramáticos por todos os lados, uma frase postada pelo Luciano Huck mexeu muito comigo: ‘se o vírus é contagioso, a solidariedade deve ser mais contagiosa ainda’. Estamos vendo uma mobilização muito bonita por parte da sociedade civil no sentido de doações, de iniciativas voltadas para o terceiro setor. Mesmo nesse cenário tétrico, é bonito ver como as pessoas se preocuparam em trazer soluções para o vizinho ou para uma instituição de caridade de quem são mais próximas. Isso me inspira, essa ‘solidariedade contagiosa’. Dentro do meu alcance, tenho feito algumas coisinhas para contribuir também”. 

Já num cenário mais amplo, o que me inspira Didi é “sempre tentar ser uma versão melhor de mim mesma, como mãe e como profissional. Isso é um pouco massacrante. É uma batalha diária, mas seguimos adiante”, conclui a apresentadora.

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