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B2G: mais do que uma sigla, o modelo para uma nova era na gestão pública

03/05/2018

Você provavelmente já ouviu falar de B2C, B2B e de outras siglas do mundo corporativo. Agora, precisa conhecer o B2G, o modelo comercial que deve transformar os serviços públicos por meio da inovação

A inovação é, felizmente, um caminho sem volta. Os tempos atuais podem não ser os mais animadores por vários motivos, mas é inegável que a tecnologia jamais tenha sido tão acessível e transformadora quanto é agora. O mundo corporativo já entendeu isso faz tempo. Com o Vale do Silício na proa, o movimento do empreendedorismo e das startups vem operando uma reconfiguração sem precedentes em praticamente todas as áreas de nossas vidas, do entretenimento à saúde.  

No entanto, há uma lacuna que ainda não foi devidamente preenchida: a do poder público, que ainda carece de investimentos na inovação. A área é conhecida pela sigla B2G, que quer dizer Business to Government (“Negócio para governos”, em tradução livre).

 

A internet como força motriz do B2G

Termo mais recente, B2G está ligado ao modelo de compra de soluções tecnológicas por governos, que proporcionem impacto social mensurável. Está relacionado à operação mais inteligente — ou smart, outro termo bastante eloquente nos tempos atuais. Ou seja, B2G não se aplica tanto às relações comerciais tradicionais entre empresas o setor público — conexões que vêm sendo focos de escândalos e alvos de investigação.

Assim como ocorreu no mundo corporativo, em um primeiro momento, a Internet foi a grande catalisadora dos avanços em B2G. Principalmente no que se refere a melhorar a qualidade das compras no setor público.

Sistemas de compra baseados na Internet — como leilões de E-gov — permitiram trazer mais transparência e agilidade a processos antes obscuros e demorados, por isso sujeitos a uma série de malfeitos. Houve, também, aumentos de eficiência nos serviços com a padronização de contratos, documentos e produtos.

 

O modelo para os novos tempos

Porém, mesmo com esses avanços, ainda existe muito a ser feito. Principalmente no Brasil, onde parece haver pouco interesse, por parte do setor público, de comprar inovação de startups. A boa notícia é que há, cada vez mais, iniciativas que mostram o caminho.

Vejamos, rapidamente, dois exemplos bem-sucedidos de B2G:

 

Recorde na Nova Zelândia

O país da Oceania dá uma aula de inovação no setor público. Graças à otimização proporcionada pela tecnologia, a Nova Zelândia tem o menor número de procedimentos necessários para a criação de uma empresa e o menor tempo médio necessário para cumpri-los: 12 horas. O processo de registro da empresa é totalmente virtual e leva ainda menos tempo do que isso — de duas a três horas.

Conheça mais sobre as inovações neo-zelandesas neste artigo

 

Gestão aberta e acessível no Colorado

São inúmeros os casos de aplicativos e outras soluções que “abrem” a gestão pública aos cidadãos, tornando os dados e as transações facilmente acessíveis. O exemplo da cidade de Pueblo County, no estado do Colorado (EUA), é inspirador: em parceria com uma startup, o governo local lançou uma plataforma chamada OpenGov, que torna público o acesso ao orçamento e às finanças do município. O download do aplicativo é gratuito e está disponível no site da Prefeitura.

Como podemos constatar, B2G é mais do que um modelo de operação. Ao lado de GovTech, o termo representa uma era sobretudo de renovação — em que velhas práticas devem dar lugar ao novo, em que a burocracia deve dar lugar à agilidade, em que a obscuridade deve dar lugar à transparência.

Em última instância, B2G é colocar a inovação a serviço da melhora no atendimento aos cidadãos. E, como agente da conexão entre governos e ecossistema empreendedor, o BrazilLAB trabalha para assegurar que essa transformação aconteça.

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