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Inovação na saúde pública: estudo mostra, mais uma vez, que este é o caminho

25/11/2019

Algoritmos ajudam a prever a qualidade de vida futura de pacientes oncológicos graves. Conheça startups aceleradas pelo BrazilLAB que já estão colocando a tecnologia a serviço da transformação no atendimento à saúde.

Um estudo inédito da USP comprovou o impacto positivo do uso de inteligência artificial na saúde pública. Realizado em dois hospitais oncológicos paulistas com 777 pacientes com câncer avançado internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o trabalho revelou que os algoritmos já são capazes de predizer a qualidade de vida futura de pacientes oncológicos graves, o que pode ajudar doentes, médicos e familiares a decidir por cuidados paliativos em vez de terapias mais agressivas. De acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, os modelos acertaram em até 82% dos casos se o paciente vai viver mais ou menos de 30 dias com qualidade de vida — por exemplo, com dor e outros sintomas controlados.

Como se sabe, a área de saúde é uma das mais problemáticas do setor público - não somente no Brasil, mas no mundo. O alto custo de tratamentos faz com que governos busquem cada vez mais soluções focadas na prevenção de doenças. E é exatamente aí que atua a maior parte das health techs - como são chamadas as empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para a área de saúde. Assim como acontece em vários outros setores, essas startups estão redefinindo a indústria, e inevitavelmente transformarão, também, os serviços de saúde pública.

 

Na vanguarda da tecnologia aplicada ao atendimento à saúde

Entre as startups que passaram pelo Programa de Aceleração do BrazilLAB ou que receberam o Selo GovTech, estão health techs que já contribuem para transformar o cenário do atendimento à saúde pública em cidades brasileiras. 

Um exemplo é a PGS Medical, que ajudou a Secretaria Municipal de Saúde de Penedo, no Alagoas, a economizar R$ 11,9 milhões de economia nos últimos 12 meses, e a reduzir 90% nos atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 56% no número de internações dos doentes crônicos do município. 

Tudo graças à tecnologia. A PGS desenvolveu uma plataforma que usa inteligência artificial para orientar os usuários da cidade sobre as melhores práticas de gestão em saúde. Além disso, a solução organiza a agenda de atendimento dos profissionais em função da complexidade dos casos dos pacientes, e mede a melhoria na qualidade de vida e a economia de recursos com os cuidados oferecidos. 

Outro exemplo inspirador é a Cuco Health. A empresa desenvolve tratamentos digitais para auxiliar os pacientes a seguirem seus planos de cuidado quando estão sozinhos, melhorando a adesão ao tratamento, monitorando aspectos da patologia e possibilitando que os profissionais de saúde acompanhem a evolução. As soluções da empresa já foram adotadas em municípios como Juiz de Fora (MG) e Pelotas (RS).

Já a UpSaúde, que foi uma das finalistas do último Ciclo de Aceleração, desenvolve aplicativos para processar e disseminar, para órgãos públicos, informações sobre pacientes de modo a otimizar o atendimento à saúde. As soluções da startup aprimoram o planejamento das ações, ampliam o acesso e a qualidade da assistência prestada e podem reduzir custos em saúde, além de evitar longos deslocamentos de pacientes e profissionais.

A UniverSaúde, por sua vez, atua diretamente com gestores públicos e profissionais da saúde. A startup desenvolve e implementa ações de apoio e educação para melhorar o atendimento aos cidadãos. O carro-chefe é o Gestor de Saúde Virtual, plataforma de gestão e capacitação 100% online criada para Secretários de Saúde e suas Equipes Gestoras.

Por fim, temos a AVICENA. A startup criou o Gissa, um sistema em nuvem que disponibiliza, para gestores de saúde pública municipal, informações contextualizadas e em tempo responsivo, qualificando e facilitando a tomada de decisão (por meio da coleta de dados que já estão presentes em bases obrigatórias para todos os municípios).

Esses exemplos, somados aos resultados do estudo realizado pela USP, mostram o imenso potencial da inovação na gestão da saúde pública. No entanto, para que esse impacto ganhe dimensões maiores, são necessárias vontade política e mudanças culturais significativas, principalmente dentro do setor público. É para isso que o BrazilLAB continua trabalhando - com o inestimável reforço de notícias como a que deu origem a este texto. 

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