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Letícia Piccolotto: “eu sonho com as GovTechs brasileiras vendendo inovação aqui e no mundo”

05/06/2019

Em webinar realizado pela MonitorGov, a founder do BrazilLAB debateu o cenário atual do GovTech no Brasil e compartilhou sonhos para o futuro.

Recentemente, Letícia Piccolotto participou de um webinar da MonitorGov para debater sobre a importância da tecnologia no setor público. A founder do BrazilLAB conversou com Leonardo Rios, CEO da Startup que criou a primeira solução brasileira de monitoramento e análise para a predição do comportamento de compra dos governos. Aliás, a MonitorGov participou da 2ª edição do nosso Programa de Aceleração, em 2017.

Na pauta do bate-papo, estiveram assuntos que você sempre vê aqui no blog, como:

  • O que é GovTech
  • Inovação x Gestão Pública
  • O Impacto da Tecnologia no setor Público
  • Como as GovTechs podem ajudar a sua empresa
  • Quais as expectativas para o futuro no mercado governamental

Vale muito a pena acompanhar o webinar para se atualizar a respeito desses pontos. Mas, caso você esteja na correria do dia a dia, preparamos abaixo um resumo com os destaques da conversa.

 

Assista ao vídeo:

 

O governo como marketplace

Depois de apresentar a trajetória do BrazilLAB, Letícia refletiu sobre os dados que estão sendo gerados pela conjuntura tecnológica atual. De acordo com ela, no futuro, o governo precisará se ver como um grande marketplace: “uma plataforma pela qual o poder público vai disponibilizar esses dados e fomentar para diferentes indústrias”.

No entanto, para ela, o Brasil ainda está engatinhando nesse aspecto. “É verdade que nós temos gestores públicos que estão abertos para isso - nos municípios, vemos muitos prefeitos engajados com a pauta da inovação. Mas o Uruguai e o México estão adiante de nós, por exemplo”. Ficar atrás agora pode ser ainda mais problemático lá na frente. Porque Letícia lembra que a disrupção em governos vai acontecer, mais cedo ou mais tarde.

 

Um exemplo de casa

Leonardo Rios, então, perguntou sobre um case que exemplifique os resultados dessa relação entre setor público e tecnologia. Leticia Piccolotto mencionou o já conhecido caso da Estônia, cujo governo revolucionou os serviços prestados à população por meio da digitalização - você pode conhecer os detalhes neste artigo.

Mas a founder do BrazilLAB também citou um exemplo nosso: a Fábrica de Negócio, que foi uma das vencedoras do último DemoDay.

“É uma startup que faz auditoria de folha de pagamentos. A empresa tem parceria com a Prefeitura de Recife, e o trabalho realizado já vem gerando uma economia da ordem de R$ 2 milhões por mês”. Isto porque, com a tecnologia de mineração de dados da empresa, é possível identificar inconsistências, como pessoas que recebem dois salários, funcionários falecidos que ainda estão na folha, etc.

 

Buscando os early adopters do governo

Em um ponto importante do webinar, Letícia destacou que o foco atual do BrazilLAB está mudando. “Nos últimos três anos, centramos esforços no lado dos empreendedores, porque era o lado mais fluído, onde havia menos resistência cultural. Mas agora o foco está nos gestores públicos. Vamos trabalhar por essa mudança de cultura do outro lado do balcão. Afinal, os orçamentos estão estrangulados, o estado está quebrado; a inovação tem que ser o caminho”.

A partir daí, ela apresentou os próximos passos da atuação do LAB daqui em diante. “O trabalho é encontrar os pioneiros, os líderes que estão promovendo a mudança, e jogar luz aos projetos e iniciativas que já estão acontecendo pelo Brasil afora”. Como exemplo, ela mencionou Fortaleza, onde 100% da frota de ônibus já tem wifi.

Letícia também afirmou que a recém-lançada plataforma do Selo GovTech pretende “alcançar até dois mil empreendedores interessados em vender para o poder público”. E concluiu com um sonho: “uma rede global de GovTechs, com empresas brasileiras vendendo soluções para outros governos.”

 

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