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Milhares de quilômetros por um propósito: a história da UPSaúde, uma das vencedoras do 3ºCiclo de Aceleração do BrazilLAB

09/04/2019

Rodolfo Lira, CEO da startup, conta como viajava mais de seis mil quilômetros por dia -- do Rio Grande do Norte para São Paulo -- para participar dos módulos

No mês de março, encerrou-se o 3º Ciclo de Aceleração do BrazilLAB. Como você acompanhou por aqui, das trinta e três startups participantes, vinte foram para a banca pitch, e seis foram escolhidas para participar da grande final no DemoDay. As três vencedoras foram UPSaúde, Fábrica de Negócio e GESUAS, que ficou com o primeiro lugar. Agora, vamos conhecer melhor a história de cada uma das três empresas, e as soluções que encantaram prefeitos, representantes do poder público e especialistas em GovTechs.

Sediada no Rio Grande do Norte, a UPSaúde desenvolveu um aplicativo para processar e disseminar, para órgãos públicos, informações sobre pacientes de modo a otimizar o atendimento à saúde. Para Rodolfo Lira, CEO, mostrou-se surpreso diante do resultado final. Não por não acreditar na própria solução, mas pela qualidade que observou nas outras participantes. “O grupo era mesmo muito bom. Todos que conheci melhor mereciam vencer e fazer piloto”, afirma o empreendedor.

 

“Fazia todo o sentido”

Rodolfo destaca a sintonia entre o propósito da UPSaúde e o objetivo da aceleração. “Quando conhecemos o BrazilLAB e constatamos que a aceleração focava no impacto social, e não no lucro, vimos que era pra gente. Fazia todo o sentido participar”. E ressalta também a surpresa por ter sido um dos 33 selecionados, “para a nossa felicidade”.

A aceleração durou cerca de três meses, durante os quais Rodolfo não teve vida fácil. “Tínhamos que viajar mais de seis mil quilômetros, do Rio Grande do Norte para São Paulo, para participar dos módulos. E cada dia que perdemos na empresa significa muita coisa que deixamos de resolver. Quando voltávamos, tentávamos dar conta da demanda”.

Por outro lado, a aceleração trouxe direcionamentos preciosos. Graças aos workshops, às palestras e às mentorias, Rodolfo e seu time conseguiram aprimorar o aplicativo. “Tudo o que precisávamos trabalhar foi abordado”, destaca ele, que afirma ter aproveitado mais o módulo jurídico, pelo debate acerca da segurança de dados. “Já estávamos trabalhando com isso e, no módulo, validamos que o caminho estava correto. Também entendemos como aperfeiçoar para quando fôssemos tratar com municípios maiores; adaptamos o nosso modelo de negócio”.

 

“Com certeza não vou” (duas vezes)

Rodolfo UpSaúde

Após os módulos, veio a segunda etapa: a banca pitch. E, com ela, a primeira surpresa de Rodolfo: “quando selecionaram as vinte startups, eu não esperava passar, porque tinha startup que já estava muito bem consolidada. A partir dali, pensei que a média subiria e que eu não iria”.

Mas foi. Depois, viria o DemoDay, a etapa final, para o qual seis seriam escolhidas, e Rodolfo teve certeza de que não iria. “Então estávamos na estrada, indo de Recife pra Paraíba, quando recebemos a ligação. Era a Nathalia Doné, do BrazilLAB, dizendo que os seis mil quilômetros valeram a pena e que estávamos entre os finalistas”.

A alegria foi enorme, mas a consciência também. “Pensamos: agora chegamos ao limite, daqui não passamos. Cogitamos até não ir para SP. Sabe como é, agenda puxada, contratos atrasados…”. No fim, Rodolfo e seu time decidiram vir. Ida e volta no mesmo dia, mais seis mil quilômetros transcorridos. “Chegamos em cima da hora e fomos pra banca”. E, mais uma vez, passaram.

A alegria e a surpresa que sentiu, Rodolfo destaca o interesse de gestores públicos na solução que apresentou. “Logo depois do evento, recebemos a lista de municípios que querem implantar: todos os presentes”. Entre eles, o CEO da UPSaúde conta que a implantação em Guarulhos já está avançando.

O tamanho da cidade representa um teste muito importante para a startup. “Vamos focar nela porque, se der certo, conseguiremos ir para diversos outros municípios ao mesmo tempo.” O empreendedor conclui com a sensação de dever cumprido. “Ficamos muito felizes porque vimos que o propósito de causar impacto social fez todos os nossos esforços valerem a pena.”

 

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